10 de jun de 2011

Pour ma...



  Donzela de Orléans...? Santa...? Quantos títulos recebeu, afinal? E quais deles foram de fato verdadeiros...? Quero dizer... Hm, nada.

  Se passaram tantos anos desde la guerre de Cent Ans, não? Tantos anos desde o incidente em que, corta-me o coração relembrar, foi julgada como uma bruxa e queimada em praça diante de tantos espectadores; encolhida pelo medo do que viria depois. Tantos desde que não aguentei meu próprio peso sobre minhas pernas e tombei ao chão ouvindo seus gritos de dor. Sem chances de defender-se e ser honrada, como tantos outros foram, pela que fez. Pela coragem e pela paixão quando lutou por um povo que temia pelo pior.

  Sem chances de receber um julgamento apropriado e justo... Apenas gritos e mais gritos de rejeição e incompreensão... Deve ter sido horrível. Não... Foi horrível. Eu sofri e me encolhi a cada grito em busca de algo que poderia fazer para ajudá-la.

  Ah, sinto tanto pelo o que aconteceu! Saber que poderia ter feito alguma coisa e impedido a tragédia final! Poderia ter me esforçado um pouco mais, apenas um pouco mais...!

  Tsc... A quem pretendo enganar? Eu fui fraco e incapaz. Fraco a ponto de não conseguir protegê-la como deveria.

. . .

  Sei que não devo permitir que os momentos ruins ofusquem os bons mas, é tão difícil... Passaram-se anos, eu sei, mas a dor continua como se sequer um minuto passasse desde então. Minha mente ainda remoe as mesmas imagens. Eu...

. . .

  Não. Eu nunca vou esquecer-me das boas lembranças, não há com o que se preocupar. Não irei me esquecer do que passamos juntos, do que me ensinou - perdoar sempre, seguir em frente, cuidar dos que precisam, não fraquejar -, de seus gestos simples e encantadores e de suas doces palavras de reconforto. Não irei me esquecer de sua destreza, simplicidade e de seu amor.

  Sim... Jamais irei esquecer de nada que esteja relacionado a nós dois. Por mais doloroso que seja, eu não irei.

. . .

  Nunca! Recuso-me a deixar que a dor faça-me esquecer de cada único e pelo sorriso que me entregou sem exigir nada em troca.

. . .

  Mon amour...

  Esta em paz agora, não? Esta ao lado de Dieu, au paradis, enquanto ouve o canto lírico de anjos; na companhia das mais belas criaturas celestiais e de todos aqueles que a ajudaram quando precisou.

  Apesar de tudo... Está salva agora e sinto-me aliviado apenas com isso embora lágrimas continuem a cair.

  Me receberá com o seu caloroso sorriso quando chegar a hora, não?



À Jeanne.


[ Off:  Eu juro que dei o meu melhor para escrever e tentar mostrar os sentimentos mas foi realmente difícil. Perdão caso esteja confuso ou com partes desconexas entre os parágrafos mas a minha cabeça pifou enquanto eu escrevia q. Perdão também caso eu não atinja suas expectativas. Prometo me esforçar mais na próxima vez. ]